:: Do Real ao Imaginário ::

Bia, mulher beirando os 30 anos, fotógrafa, livre e com muitas idéias na cabeça, mas, nem tudo é real.
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Bia, mulher beirando os 30 anos, fotógrafa, livre e com muitas idéias na cabeça, mas, nem tudo é real.
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21.02.08

continuando...

Categorias : Diversos

Os momentos são únicos e especias, mesmo aqueles em que você preferiria não ter vivenciado.
Já tive muitas brigas. A que não esqueço foi a de amigos de um prédio. Íamos a todos os lugares e eu era a mais nova amiga deles, fazendo ciúmes numa moradora antiga.
Ela não me engoliu, não queria perder seus amigos para mim e fez de tudo para eu ser dispensada por eles. Falou mal, se fingiu de amiga, mas todos perceberam, afinal ela já era conhecida deles há anos. E sabia como ela era.
Viajámos todos para a Região dos Lagos. E foi lá que a pobre ‘surtou’. Dizendo que eu estava enganando todo mundo (não sei porque!), que eu não gostava de ninguém. O povo deu um gelo nela tão grande que ela não aguentou e foi embora. Pura criancice.
Na volta, todos nós nos reunimos para ‘pegá-la’. Fizemos um churrasco, chamamos todos os envolvidos e ficamos reunidos em círculo, colocaram uma cadeira no meio e eu fiquei na ponta. Parecia debate político!
Ela ficou no meio e começaram a gravar. Prestaram atenção? Gravaram esse debate (ehehehe). Um dos amigos começou a interrogá-la perguntando o motivo de não gostar de mim. Ela não pestanejou, falou tudo, tinha ciúmes de mim com as garotas, não gostava de mim por eu estar namorando o cara que ela era a fim há tanto tempo e por ser a queridinha da galera.
Só sei que foi um auê, no final todo mundo ficou bobo com a reação da garota. Até a mãe se manifestou reclamando do ocorrido. Foi lá fazer queixinha, pois a garota se debulhava em lágrimas e arrependimentos.
Logo depois esse povo me virou às costas. Motivo? Até hoje não sei.
Comecei a namorar um garoto do prédio, 6 anos mais novo e acho que isso minou minha relação com eles. Sofri, pois eles eram a minha 2ª família. Tentei em vão descobrir o motivo, mas só restou frieza e falsidade do lado deles.
A sem noção deve ter adorado, quem sabe foi praga dela?

E como fui envolvida em brigas, já pedi muito perdão. Já fiquei muito tempo sem falar com um amiga que era considerada minha irmã. Tínhamos até nascido no mesmo dia, mês e ano. Ela começou a namorar e isso não mudou nossa amizade.
Depois fui eu quem começou a namorar. Mas minhas atitudes (eu só tinha 14 anos e era ingênua, acreditem) não foi as das boas.
Eu e meu namorado, que até hoje nos falamos, vivíamos agarrados (literalmente ) e íamos na casa das meninas.
Uma vez na casa de uma amiga, agimos de forma imprópria (Ehehehe) e nos beijamos...
Para que? Para despertar a ira do avô, que ficou horrorizado (pobre coitado).
Depois desse dia, minha amizade com elas foi para o beleléu.
Começou aí uma discussão sem fim. Eu fui tachada de ‘sem vergonha’ enquanto a minha amiga era a santinha (ela já não era virgem).
Minha irmã soube do ocorrido e sem pensar (minha irmã é sem noção às vezes) ligou para minha amiga e descascou o abacaxi com ela.
Conclusão: Perdi a amiga, mas não o namorado (rs).
Minha amiga se sentiu traída. Confesso que eu realmente fui ingênua de ter contado algumas coisas pra minha irmã, mas no desespero, meu caro, é isso mesmo que acontece. Fiquei puta por ser tachada de uma coisa que não era.
Fiquei dias ligando pra ela, mandando cartas, até um presente eu dei para em vão tentar uma reconciliação. Não consegui. Deixei passar.
Ela voltou 10 anos depois, mandando uma mensagem pelo orkut.
Disse ali que se arrependera de ter me julgado e ocorrido o nosso afastamento. Pulei de alegria, nos encontramos, recordamos muitas coisas, colocamos os pingos em vários ‘iiiis’, mas foi tudo muito breve.
Descobri que ela estava se separando do marido, que vinha a ser o namorado daquela época. Ela não falou com todas essas palavras, mas notei que se sentia muito envergonhada por isso. Tentei acalmá-la, consolá-la, mas ela evitava o máximo falar isso comigo e percebi que ela se distanciava ainda mais. Foi então que ela parou de atender meus telefonemas, minhas mensagens e eu como sou radical, deletei ela de uma vez, da minha vida e do meu orkut, sem antes deixar minha última mensagem para ela:
‘Se é assim que você quer, farei sua vontade. Tchau!’
E uma conclusão é certa: Brigou com algum amigo e resolveram voltar com a amizade? Pode apostar que não vai ser a mesma coisa, infelizmente.

Mais uma decepção.
Tive uma amiga muito atenciosa. Era casada e eu sempre ia em sua casa, quando namorava levava meu amado junto. Curtíamos todos juntos, assistíamos a filmes, jogávamos, comíamos as delícias que ela fazia, mas depois de alguns anos notei algumas coisas indesejáveis. Até minha família notava, mas eu era cega e não percebia.
Ela me ligava o tempo todo, queria minha atenção a todo custo e isso foi me chateando. Era um grude e eu odeio isso, odeio mesmo.
Um dia descobri que o que ela queria... era, er... era isso mesmo que você está pensando. Queria uma amizade ‘colorida’, com flores rosas e vermelhas.
Mas, lógico, com o marido a tira colo. Bem. Eu não dei um fora na hora, fiquei tão passada. Nunca iria imaginar isso dela!
Mas fui me distanciando até que acabei com a amizade.
Tivemos uma discussão e falei que não era essa a amizade que pretendia ter com ela.
É, foi duro o golpe aquele.

Agora, paixão entre amigos, que eu lembre isso nunca me aconteceu. Meus amigos sempre foram meus amigos e ponto final.

É... amizade é isso aí; acertamos, erramos e não desistimos nunca.



PS: Quando falo de amigo não é necessariamente no sexo masculino.

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